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Professora entrega doces a profissionais da saúde de Curitiba

Professora entrega doces a profissionais da saúde de Curitiba

 

Iniciativa tem como objetivo contribuir para a renda de pequenos empreendedores de confeitarias, além de prestar homenagem a quem trabalha em hospitais


Pensando em apoiar o pequeno empreendedor – que tem dificuldades em manter a renda neste momento em que muitos fazem quarentena – e em homenagear profissionais da saúde, Márcia May, professora da UFPR, decidiu comprar doces para entregar a funcionários de hospitais. A intenção é de fazer cinco entregas diárias, por período indeterminado, para diferentes UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e hospitais de Curitiba. Nesta sexta-feira (27), a professora passou pelos hospitais Santa Casa de Misericórdia, Cajuru, Evangélico e Cruz Vermelha, além da UPA Tatuquara.

A ideia surgiu a partir de uma conversa com uma amiga confeiteira, que lhe relatou o cancelamento de todas as encomendas que haviam sido feitas.  “Foi aí que pensei ‘vou encomendar, mas quem vai consumir?’ Decidi, então, oferecer para quem está trabalhando bastante na linha de frente dos hospitais. Assim, há apoio para dois grupos: quem precisa manter a economia circulando e quem cuida da nossa saúde”, diz Márcia.

Além dos brigadeiros e de um bolo de chocolate, os kits entregues incluem também desenhos feitos por crianças – a maioria, filhos de vizinhos da professora –, que personalizam suas criações com os nomes dos médicos e enfermeiros que estarão trabalhando quando os doces chegarem. Cada entrega, garante Márcia, é combinada com alguma antecedência e feita com todo o cuidado. “Uso luvas de borracha e não chego a entrar no hospital. Fico na entrada ou entrego pela janela do carro”, afirma.

O projeto – que começou a ser desenvolvido com Elenice Novak, integrante da Rede Quarentena Solidária – pode ganhar novas ramificações. Márcia cogita a possibilidade de incluir donos de floriculturas (e fazer entregas de buquês em asilos) e de restaurantes. “Deve ser legal, se você é um profissional que precisa trabalhar até tarde, receber uma refeição quente que alguém mandou entregar para você”, diz.

Quarentena Solidária
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