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Grupo universitário produz e doa equipamentos de proteção individual

Grupo universitário produz e doa equipamentos de proteção individual

Grupo universitário produz e doa equipamentos de proteção individual

Equipe formada por professores e alunos de universidades de Curitiba confeccionou protetores faciais que serão utilizados por médicos e enfermeiros. Equipamentos foram doados para a Secretaria da Saúde do Paraná, que os distribuirá por todo o estado

 


Um grupo de professores universitários, pesquisadores e alunos confeccionou e doou para a Secretaria da Saúde do Paraná 700 face shields (equipamento de proteção facial utilizado por médicos e enfermeiros) e 2 mil óculos, que também serão usados para prevenir que profissionais da saúde sejam infectados ao entrar em contato com pacientes com suspeita ou diagnóstico de Covid-19. Os equipamentos de proteção individual, que serão distribuídos para unidades de saúde de todo o estado, foram produzidos por profissionais e estudantes da PUCPR, da UTFPR e do IFPR, com os recursos levantados pela Rede Quarentena Solidária.

Carlos Augusto Toledo Martins, empresário que participa da Rede, cita o baixo custo de produção, a rapidez do processo de manufatura e a facilidade de limpeza como vantagens desses itens. “É mais prático de higienizar, já que os equipamentos são feitos de acetato. Se o profissional preferir, também pode descartá-los após o uso”, afirma.

Foi necessário apenas um dia para produzir os 700 face shields. Após receber as placas de acetato doadas, a equipe corta o material de acordo com o projeto desenvolvido por especialistas das universidades nas áreas de design e materiais; os equipamentos são, então, encaminhados para a Secretaria de Saúde. Além desse modelo de face shield, em peça única de acetato, há outro, produzido a partir de impressão 3D, que leva um arco de apoio e tem um processo de confecção mais demorado.

Enquanto os técnicos se ocupam da produção, os voluntários da Rede Quarentena Solidária, além de arrecadar recursos, também fazem o levantamento de demandas médicas, identificando quais dispositivos podem começar a ser produzidos. A possibilidade de produção desses novos equipamentos depende de dois requisitos: eles não devem estar dispensados de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e devem ser passíveis de serem produzidos a partir de manufatura aditiva, uma vez que o grupo conta com 10 impressoras 3D – emprestadas pela UTFPR Curitiba, pelo IFPR de Campo Largo e pela empresa Hi Technologies. Dentre os itens que devem passar a ser produzidos, estão as máscaras N95 (geralmente usadas em cirurgias), aventais, toucas e protetores para intubação/extubação.

Os voluntários da Rede se dedicam ainda à avaliação de normas de agências reguladoras, como a Anvisa, para entender os critérios que aos quais os dispositivos produzidos devem atender para serem aceitos. Segundo o engenheiro e professor do IFPR Marcos Hara, que trabalha como voluntário, essa é uma maneira de a Rede agir como facilitadora entre a sociedade, as universidades e Secretaria de Saúde. “É um grupo de mobilização rápida e múltiplos colaboradores, que se organiza em tempo real, via redes sociais, conforme a demanda e os recursos disponíveis. É uma estrutura muito dinâmica”, afirma.

Interessados em doar material para produção dos equipamentos de proteção individual (PVC cristal em chapas ou bobinas na espessura de 0,5 mm, com medidas de 720 x 310 mm) ou dinheiro para compra do material podem entrar em contato através da página de Facebook Quarentena Solidária (facebook.com/quarentenasolidariaBR).

Quarentena Solidária
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